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A Noiva-Cadáver
Corpse Bride (EUA/2005)
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"Houve um grave mal-entendido"
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Tim Burton é mesmo um diretor fora de série. Tirando o equívoco que foi o remake de “Planeta dos Macacos”, o excêntrico cineasta só nos trouxe coisas boas. “Edward Mão-de-Tesoura”, “Ed Wood”, “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” e “Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas” só provam o que eu digo. Em 2005, Burton dirigiu dois filmes, sendo que ambos devem aparecer na listas dos melhores do ano de qualquer cinéfilo. O primeiro foi “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, remake do clássico de 1971 que consegue ser tão bom, e em alguns quesitos superior, quanto o original. Agora, Burton nos traz “A Noiva-Cadáver”, uma animação (a primeira em stop-motion a utilizar o programa Apple`s Final Cut em sua edição) que é um dos filmes mais emocionantes da temporada.
O filme, co-dirigido por Mike Johnson, lembra muito o excelente “O Estranho Mundo de Jack”, projeto de Burton dirigido por Henry Selick em 1996, mas é ainda mais bonito.
Em uma vila européia do século XIX (que lembra muito o ambiente de “A Lenda do Caveleiro Sem Cabeça”), Victor Van Dorst (Johnny Depp) está prestes a se casar com Victoria Everglot (Emily Watson). Acidentalmente, porém, Victor se casa com uma cadáver (Helena Bonham Carter), que o leva para conhecer a terra dos mortos. Tentando voltar para a terra dos vivos, para poder enfim se casar com Victoria, Victor aos poucos percebe que a terra dos mortos é bem mais animada do que o meio vitoriano em que vivia.
Além de Depp, Watson e Bonham Carter, estão no elenco do filme os magníficos Albert Finney e Christopher Lee. Deep Roy, que deu vida aos Oompa-Lompas em “A Fantástica Fábrica”, também dá as caras aqui, fazendo a voz do General Bonesapart. Como é de costume nos filmes de Tim Burton, a trilha-sonora é de Danny Elfman, e como de costume é maravilhosa.
Não deixe de ver “A Noiva-Cadáver”, uma pequena (são apenas 87 minutos) obra-prima de Tim Burton. Apesar de contar com uma boa pitada de momentos cômicos, o filme é também muito triste. E só o fato de ver uma animação essencialmente triste já vale a ida ao cinema.
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Lucas Salgado
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