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Che - O Argentino
The Argentine (EUA/2008)
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Direção:
Steven Soderbergh
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Roteiro:
Peter Buchman, Benjamin A. van der Veen
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Baseado na Obra de:
Ernesto Che Guevara (Diário)
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Elenco:
Benicio Del Toro (Che Guevara), Benjamin Bratt , Franka Potente (Tania), Lou Diamond Phillips (Mario Monje), Kahlil Mendez (Urbano), Julia Ormond (Lisa Howard), Catalina Sandino Moreno (Aleida Guevara), Edgar Ramirez (Ciro Redondo), Demián Bichir (Fidel Castro), Rodrigo Santoro (Raul Castro), Joaquim de Almeida (Barrientos)
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[Veja os participantes de "Che - O Argentino"]
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Duração: 126 min.
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Gênero: Drama
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Nota dos visitantes:
[Vote]
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Acompanhando os movimentos que levam à revolução cubana, “Che - O Argentino” segue o revolucionário médico argentino Ernesto Guevara, quando ele seu junta a um pequeno grupo liderado por Fidel Castro em uma viagem para a ilha de Cuba. Acompanhando o nascimento da figura icônica de Che e seu papel na derrubada do governo do ditador Fulgêncio Batista, esta é a primeira parte do monumental filme de Steven Soderbergh (“Traffic”). O papel rendeu à Benicio Del Toro o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes e recebeu muitos elogios por onde passou. Inicialmente o trabalho seria lançado como um único filme, mas suas mais de 4 horas de duração obrigaram o cineasta a dividir seu trabalho. No elenco ainda encontramos o brasileiro Rodrigo Santoro, no papel de Raul Castro, irmão de Fidel.
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Em primeiro lugar, gostaria de iniciar esta análise discordando de muitos colegas que reclamaram do longa alegando que o cineasta Steven Soderbergh (do ótimo “Traffic”) não realizou uma abordagem necessariamente imparcial em cima do líder revolucionário. Sinceramente falando, sou totalmente avesso a essa opinião. Creio que a abordagem feita sobre Che Guevara neste “o Argentino” poderia ter sido realizada de um modo menos frio e mais humano e detalhista, e não da forma semi-documental como o longa fez.
Para se ter uma idéia, quando o filme se inicia somos diretamente introduzidos ao histórico encontro onde “Che” e Fidel Castro se conheceram. Tudo é exibido de um modo muito frio, muito distante, e, francamente, não fosse o carisma que o líder militar possui por si só, aposto que muita gente teria sentido antipatia pelo mesmo. Em momento algum o longa parece se importar em citar, ainda que de soslaio, a juventude de “Che”, os motivos que o levaram a adotar a luta de classes como estilo de vida, a conturbada, embora breve, carreira política pré-guerrilha deste, ou a sua famosíssima passagem pela Guatemala. Por outro lado, devo reconhecer que a abordagem fria que o roteiro confere ao personagem-título é uma característica, de certa forma, inerente a uma obra que adota uma postura semi-documental. Afinal de contas, uma cine biografia, a fim de fugir do piegas e de sentimentalismos fajutos, deve adotar uma posição imparcial, e isso é fato.
Todavia, convenhamos, ser imparcial é uma coisa, ser extremamente frio e desprovido de emoção, é outra. E é justamente aí que reside o (provavelmente) único erro da película. O roteiro, é claro, deveria abordar “Che” de modo frio, mas ainda assim deveria deixar brechas que fizessem com que nos cativássemos com o protagonista mais rapidamente. Quer um exemplo de cine biografia fria e imparcial, embora cativante? O próprio “Diários de Motocicleta”. Você não terminará de assistir ao filme de Walter Salles e sairá pelas ruas berrando: “___ Viva la revolución! Viva Che! ”, Mas não deixará também de refletir sobre o modo como Guevara debate a miséria na América Latina.
“___ Mas em “Che - o Argentino” não refletimos sobre a miséria na América Latina, sobretudo em Cuba? ” ___ Pergunta-me o leitor. Refletimos sim, só que não de um modo realmente satisfatório, como o longa protagonizado por Gael Garcia Bernal conseguira fazer. Na produção dirigida por Soderbergh, vemos dois lados de Guevara: O Che Guerrilheiro e o Che Idealista. E isso é ruim? Claro que não, principalmente se levarmos em conta o modo como o roteiro o aborda. E é aí que discordo amplamente de outros críticos de Cinema que alegaram que o “script” joga confetes no líder argentino. Pura balela. Oras, vemos Che esbravejando com seus soldados, vemos Che punindo fria e impiedosamente desertores, vemos Che atirando para matar, vemos Che defendendo que a única e verdadeira revolução que poderia funcionar em Cuba seria a revolução sangrenta e, mesmo com tudo isso, ainda insistem em dizer que Soderbergh não é imparcial e joga confetes no revolucionário? Ora bolas, me poupem!
Por outro lado, não se deixem levar pelo final do parágrafo acima. O filme não faz com Che o que a Revista Veja fez com o mesmo, transformando-o em um monstro assassino. O Guevara que mata pessoas em “Che – o Argentino” é o mesmo Guevara que sofre com as causas trabalhistas. O Guevara que é a favor de uma revolução sangrenta em “Che – o Argentino” é o mesmo Guevara que defende que a principal característica de um revolucionário deve ser o amor (calma, não se assuste, quando assistir ao filme verá que não há nada de piegas nesta declaração). Enfim, conforme podemos notar, a produção ganha muitos pontos por não pender para lado algum, já que ela aponta o seu protagonista como um sujeito de grande caráter, mas com sérios desvirtuamentos morais durante muitos momentos.
A produção ganha pontos também pela atitude que toma a fim de quebrar uma possível narrativa linear e episódica (algo que “Milk – a Voz da Igualdade” raramente faz, e quando o faz, realiza de modo artificial), algo que a tornaria muito mais falha. Trata-se da inteligente idéia do roteiro em narrar, paralelamente à tomada de Cuba, uma entrevista que Guevara cedeu a uma rede de televisão estadunidense e a celebre visita dele à onu. Aliás, é nesta “subtrama” (se é que posso a chamar assim) que vemos o protagonista soltar uma das frases mais marcantes e impactantes do longa: “É muito fácil dizer que, no capitalismo, o indivíduo tem a opção de satisfazer ou expressar-se através da natureza humana. Um menino tem um brinquedo e quer dois, tem dois e quer quatro, essa é a natureza humana, não é assim? Entretanto, o que acontece quando a sociedade comporta-se da mesma forma, ou quando se converte em um monopólio, oprimindo aos menos afortunados? É essa a natureza humana? ”.
E quanto aos demais elementos do filme? Bem, diria que a direção de Steven Soderbergh é contida, mas, ao mesmo tempo, madura. O diretor evita cometer infantilidades, tais como idolatrar Guevara ou transformar esta obra em uma mera película de ação. Também se esforça bastante para distanciar o drama da pieguice e do melodrama barato, criando aqui uma estória bastante satisfatória a ponto de “segurar” as mais de duas horas de projeção.
O elenco então, dispensa comentários. Não restam dúvidas de que o filme é, definitivamente, de Benício Del Toro. Aparentemente, anos de laboratório estudando a vida de Che fizeram bem ao ator, que o encarna com um talento fora do comum. Del Toro está para Che Guevara assim como Tom Hulce está para Wolfgang Amadeus Mozart, ou Val Kilmer está para Jim Morrinson, Renée Maria Falconetti está para Joana d’Arc, Ben Kingsley está para Mohandas Karamchand Gandhi, Liam Neeson está para Oskar Schindler e David Strathairn está para Edward Roscoe Murrow. Demián Bichir também surpreende como Fidel Castro. Além de ter a aparência física semelhante a do ditador cubano antes da revolução, conta com os mesmos trejeitos dele e nos brinda com uma atuação repleta de verborragia. Rodrigo Santoro também se sai bem como Raul Castro e, embora a sua participação no longa seja consideravelmente curta, ele se destaca muito nos poucos minutos em que aparece (lembra-se de Jhonny Depp no excelente “Platoon”? Pois é, trata-se de um trabalho bastante semelhante).
Falhando ligeiramente no pouco carisma com o qual aborda o personagem-título, “Che – o Argentino” prima pela sua imparcialidade e ganha muita força com a atuação magistral do sempre excelente Benício Del Toro.
Avaliação Final: 8,5 na escala de 10,0. "
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visitante Daniel Esteves De Barros
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o filme abre (depois de uma lição no gráfico cubano geografia) em 1964, com Ernesto Che Guevara (Benicio Del Toro), saltando para frente e para trás para nos dar a preto e branco as filmagens de Che Guevara abordando as Nações Unidas, reunião com senador McCarthy em reunião em Nova Iorque, a chegada dos rebeldes a Cuba por mar em 1956, e uma grande seção é dedicada a três anos de combates nas selvas da Sierra Maestra, até a vitória em Santa Clara, em 1959. A maior parte do tempo é gasto em flashback, como se seguem as primeiras reuniões de Guevara com Fidel Castro (Demián Bichir), no México. De lá, eles vão para Cuba, onde Guevara primeiro serve como comandante de uma coluna rebelde, conduzindo 150 homens pelas selvas da Sierra Maestra, em direção a parte central da ilha. Muitos outros membros compõem o exército de Fidel Castro, incluindo Aelida (Catalina Sandino Morena), um mensageiro que acabaria por se tornar a mulher de Guevara. Che é, por vezes, como a própria vida, um pouco de confusão. E depois se deslocando através inóspito terreno, lutando para derrubar o regime no poder até 1959. Eu fui atraído por Che como um tema de um filme (ou dois), não só porque a vida passa como uma aventura histórica, mas porque sou fascinado pelos desafios técnicos que vão além de qualquer implementação em grande escala idéia política. É representado de uma forma coerente com as perspectivas do homem - ele era um guerrilheiro e idealista. Um médico e um soldado que suscitou forte lealdade. Meticulosamente estudadas ao longo de muitos anos, Che é uma grande conquista na precisão histórica. Benicio Del Toro se torna Che Guevara, com grande habilidade. Sincera e quase reverente, ele combina perfeitamente com o quase-documentário filmado. A menos que você ouviu o verdadeiro Che Guevara falar nas Nações Unidas. Che, na prática, representa a posição de uma pessoa que realmente entendia, nas profundezas da sua alma, a Revolução Cubana e as agonias do terceiro mundo. Visto isoladamente, “Che: Parte i é provavelmente um pouco insatisfatório, necessitando talvez a segunda parte para complementar a história do personagem. Talvez a mais reveladora cena seja quando ele manifesta alívio que outro médico aderiu à causa, então ele pode mudar sua atenção de salvar vidas para acabar com eles. Che revelou-se indispensável como um lutador, e rapidamente agarra a arte da guerrilha. Ele atira-se para a luta, e é abraçado por seus companheiros e pelo povo cubano. Che comanda a Revolução Cubana, como médico, como guerrilheiro, e torna-se um verdadeiro herói revolucionário. Nota 9,0."
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visitante Willis De Faria
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