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Carros


Cars (EUA/2006)

 



Direção: John Lasseter

Roteiro: Dan Gerson, John Lasseter, Dan Fogelman

Elenco: Bonnie Hunt (Sally), Paul Newman (Doc Hudson), John Ratzenberger (Mack), Cheech Marin (Ramone), George Carlin (Filmore), Owen Wilson (Lightning McQueen), Larry The Cable Guy (Mater), Michael Keaton (Chick Hicks), Tony Shalhoub (Luigi), Bob Costas (Bob Cutlass), Katherine Helmond (Lizzie), Paul Dooley (Sargento)

 

Duração: 116 min | Gênero: Animação, Comédia

 

crítica por Celso Meireles

Este seria o último filme da parceria de sucesso Disney-Pixar se não fosse a toda poderosa Walt Disney Pictures comprar o criativo e surpreendente estúdio de animação californiano. “Carros”, que originalmente se chamaria “Rota 66” e teve seu nome mudado para evitar confusões com o seriado dos anos 60, apresenta uma divertida e emocionante história num mundo habitado por carros que pensam e falam. “Carros” faz para os automóveis o quê “Procurando Nemo” fez para os peixes, “Vida de Inseto” para os insetos, “Toy Story” para os brinquedos e tudo com a mesma qualidade que tornou a Pixar a responsável pelas melhores animações ocidentais da atualidade.
Relâmpago McQueen é um jovem e ambicioso carro de corrida que disputa a famosa Copa Pistão e deve cruzar os EUA até a Califórnia, onde será disputada a grande final e será conhecido o campeão. Relâmpago só consegue pensar em vitórias, fama, fortuna e ser o mais jovem campeão da Copa Pistão. A viajem ocorre tranqüilamente pelas grandes auto-estradas que cortam o país até que um acidente tira McQueen da estrada principal e o leva até a pequena cidade de Radiator Springs, na Rota 66. Lá, Decalque (como McQueen passa a ser chamado pelos muitos adesivos dos patrocinadores) conhece Mate, um simpático e caipira carro-guincho, Sally, uma charmosa Porsche Carrera 911, Doc Hudson, o “médico” da oficina da cidade, além de muitos outros personagens que dão vida à pequena Radiator Springs. Preso na cidade, Relâmpago aprende valiosas lições sobre amizade, família, respeito e companheirismo enquanto tenta retornar ao torneio.
Além de contar a divertida história de Relâmpago McQueen recheada de lições de vida, “Cars” (no original) propõe uma reflexão sobre como a construção das grandes rodovias interestaduais acabaram com as pequenas cidades que viviam do movimento dos viajantes das antigas e tortuosas estradas que caíram em esquecimento. Tudo isso faz de “Carros” um filme divertido e instrutivo, com uma fantástica trilha sonora ao fundo.
Outro ponto forte não diz respeito apenas ao filme, mas como a Pixar consegue agregar valor às suas produções melhor do que ninguém. Quando se vai ao cinema, o espectador espera ver um filme muito bom, correto? Não se ele for ver um filme da Pixar Animation Studios, neste caso podemos esperar ver um filme muito bom, um ótimo curta de animação antes do filme (neste caso “A Banda de um Homem Só”), várias cenas extras após o filme enquanto os créditos rolam tela acima, e uma cena final após os créditos. Ou seja, a Pixar mostra seu valor recheando suas produções de forma a torná-las muito mais que um longa-metragem de animação. Pode estar certo que ainda existirão promoções, merchandising, jogos de videogame e um DVD repleto de coisas interessantes. Este tipo de expectativa só se conquista com o tempo e várias produções de altíssima qualidade.
Uma nota vale ser dada em relação à versão dublada: No caso de “Carros”, foi feita uma adaptação para o Brasil e várias cenas do filme aparecem com coisas escritas em português nas placas, murais e manchetes de jornal; dispensando uma voz de um leitor ou uma legenda traduzindo aquilo tudo. Isso já foi feito antes e é muito interessante, o problema ocorre quando esta adaptação passa dos limites e tenta fazer com que a história pareça se passar no Brasil, com citações a bairros de cidades brasileiras. É claro que os tradutores devem ter se indagado se faria sentido para nós ouvir tantas referências à cultura americana, mas devemos concordar que citar os estados da Bahia e da Califórnia em um mesmo contexto é, no mínimo, muito estranho. A versão em Inglês conta com as vozes de Owen Wilson, Bonnie Hunt e Paul Newman.
Este “Carros” foi realizado com um conjunto de computadores 4 vezes mais poderoso que os utilizados em “Os Incríveis” e o visual do filme é simplesmente ainda mais incrível, com perdão do trocadilho. Em um momento do filme é possível ler um adesivo na Combi Hippie dizendo “Salve a Animação em 2D”, uma brincadeira dos mestres da animação 3D da Pixar.
Divertido, inteligente e cheio de lições de vida que são ignoradas na correria do mundo de hoje, “Carros” é certamente um filme que agradará adultos e crianças de todo o mundo. Assista carros, e se emocione com um filme que pode ser traduzido por sua própria Tagline: "Na vida, o que vale é a viagem... e não o destino.".

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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