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Blade Trinity
Blade: Trinity (EUA/2004)
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"O fim está próximo. Agora é matar ou morrer. Mas, desta vez, ele não lutará sozinho!"
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Para se apreciar um filme como “Blade Trinity”, ou qualquer outro “Blade” ou filme do gênero, existe uma arte milenar passada de geração em geração e que se resume ao seguinte: não espere nada do filme. Não vá cheio de expectativas e super bem informado sobre a trama e as seqüências de ação. Esvazie sua mente, ou melhor ainda, deixe seu cérebro guardado e vá ver o filme. Aprenda a aceitar sem questionamentos qualquer coisa que os personagens possam dizer ou fazer. Então o herói parou uma bala atirando nela? Sem problema! A trama central é que os vampiros estão capturando lobisomens para usar de montaria? Fantástico! (A propósito, essa não é a trama de “Blade Trinity”) O importante é saber achar graça e se divertir, então, tendo isso em mente, vamos ao filme. Neste terceiro filme da série, Blade, interpretado por Wesley Snipes (que nasceu para o papel), continua em sua incansável guerra contra os vampiros. As coisas logo se complicam quando os vampiros resolvem expor Blade ao mundo culpando ele pela morte de pessoas normais. Rapidamente o FBI vai atrás do caçador e de Whistler, seu amigo e armeiro (Kris Kristofferson). Sem entrar em detalhes aparecem para ajudar Blade um grupo de homens e mulheres também dedicados a exterminarem os vampiros, dispostos a serem parceiros dele. Além do apoio tecnológico se destacam entre estes dois caçadores: o irônico Hannibal King (Ryan Reynolds) e a filha de Whistler, Abigail (Jessica Biel). No começo, Blade reluta em aceitar a ajuda destes “novatos” (como ele mesmo os define), mas depois percebe que precisa deles, pois uma nova ameaça se aproxima. Os vampiros encontraram e trouxeram de volta o primeiro dos vampiros, Drácula (chamado aqui de Drake e interpretado por Dominic Purcell). Fora a trama, que segue o clichê de sempre mas que não atrapalha nem ajuda o filme, este tem como maior força e maior defeito o elenco. Isso porque de um lado temos Wesley Snipes, encarnando um Blade sarcástico e muito cheio de estilo, ajudado pela belíssima Jessica Biel e pelo divertido Ryan Reynolds, e do outro lado temos Dominic Purcell. Purcell, conhecido como protagonista do seriado “John Doe”, é simplesmente a pior adaptação do personagem de Drácula que o cinema já foi capaz de criar. Além de não ter nada da elegância e do ar de superioridade do Drácula que conhecemos, o personagem ainda recebeu um figurino de “cigano Igor” que faz todas as cenas com ele ficarem ridículas. E se não bastasse um Drácula com cara de bobo, seus subalternos também não ficam atrás, com Parker Posey se destacando pela péssima atuação. Mas mesmo tendo os vilões muito mal representados, “Blade Trinity” ainda é um bom filme para se assistir. O trio de heróis é muito legal, as tiradas de Hannibal King são ótimas, Blade está mais sombrio e mais sarcástico do que nos outros filmes e Abigail pode não ser uma heroína muito profunda, porém compensa pela sua beleza. O filme está mais sacado do que nunca, mas isso faz parte do gênero. “Blade Trinity” cumpre o objetivo: é diversão descontraída, passageira, que dura apenas até as luzes do cinema se acenderem.
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Gustavo Catão
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