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Blade Runner O Caçador de Andróides
Blade Runner (EUA/1982)
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"O Homem fez sua cópia... agora é problema dele"
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Baseado na obra de Philip K. Dick, “Blade Runner” nos leva a um mundo futurista, onde a maior parte da Terra foi destruída por desastres ambientais, e as poucas pessoas que ainda não partiram para as colônias espaciais vivem nos escombros das antigas metrópoles. Replicantes, andróides criados pelo Homem para ajudá-lo na colonização de outros mundos, são tratados como escravos e proibidos de entrarem na Terra. Rick Deckard (Harisson Ford) é um Blade Runner, um policial encarregado de caçar e destruir (aposentar, como eles dizem) andróides que pisassem na Terra. Quando um grupo de Nexus 6 (os mais avançados andróides) chega a Los Angeles, é de Deckard a responsabilidade de encontrá-los e destruí-los. Mas ele se apaixona pela bela Rachael (Sean Young), também uma Nexus 6, e nada mais fica claro entre o que é certo e o que é errado. Esta é uma obra-prima da ficção científica, um dos mais marcantes filmes da categoria e que, com certeza, revolucionou a maneira como se fazem filmes do gênero. Ridley Scott deu um aspecto futurista ao mesmo tempo que antigo aos cenários, combinando carros voadores e letreiros luminosos com roupas e prédios dos anos 20, tudo muito escuro, sujo e abandonado. O filme traz excelentes atuações como a de Rutger Hauer no papel do andróide Roy Batty e de Sean Young como Rachael. Harrison Ford também faz boa atuação e completa o filme narrando e comentando os acontecimentos (essa é uma boa coisa do filme, e que fez falta no “Corte do Diretor”). Vangelis também dá sua contribuição com uma trilha sonora profunda e futurista. Elevado a cult, “Blade Runner” recebeu uma versão Corte do Diretor, que tentou dar uma maior seriedade e reflexão ao filme. Essa versão retirou a narração de Harrison Ford, e inclui novas cenas como a do sonho com o unicórnio, que ficou meio fora de contexto. Nós do CAFRI achamos que o filme já estava muito bom, e que se era para fazer o filme ficar ainda mais cult, era só pedir para todo mundo ler o livro que, a propósito, é ótimo. Não que nós estejamos sugerindo que se leiam livros, afinal, não dá pra comer pipoca lendo, porque engordura tudo.
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Gustavo Catão
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes
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"Para quem ainda não ouviu falar, existe um documentário feito pela bbc, se não me engano. É sobre pkd. Chama-se pkd - a day in the afterlife. É muito bom! Está no Youtube, dividido em partes. Vale a pena conferir o próprio pkd, em recortes, falando sobre como seu país não o levava a sério, considerando sua literatura como infanto-juvenil e outras coisas mais. Isso em oposição à França, que já então respeitava muito literatura sci-fi. Talvez, imagino, porque os franceses já tinham amadurecido desde Júlio Verne e tal. "
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visitante Marciliano Ribeiro
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"Um outro aspecto bem interessante (e sobre o qual pouco se comenta) é o lado social que o filme aborda: Reparem bem que tanto j. F. Sebastian - um gênio projetista na área da genética - quanto o chinês que projeta olhos, vivem na maior miséria e isolamento, enquanto o maior beneficiário de seus trabalhos (a corporação Tyrell) fatura bilhões[...]
Sinceramente, não vi isso. Não é o foco do filme. Sebastian vive muito bem e fala que em seu apartamento há espaço para todos. Algumas pessoas gostam de politizar tudo. O filme tem um viés político, mas não é partidário de esquerda ou direita. "
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visitante Bebeto Maya
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"Um outro aspecto bem interessante (e sobre o qual pouco se comenta) é o lado social que o filme aborda: Reparem bem que tanto j. F. Sebastian - um gênio projetista na área da genética - quanto o chinês que projeta olhos, vivem na maior miséria e isolamento, enquanto o maior beneficiário de seus trabalhos (a corporação Tyrell) fatura bilhões! E não isso que está acontecendo hoje em dia? As grandes corporações globalizadas terceirizam sua mão-de-obra ou a transfere para o chamado terceiro mundo, numa forma de se livrarem de encargos trabalhistas e aumentarem seus lucros, através de salários aviltantes. Mas, planfetarismos à parte, no filme também há uma plêiade de desajustados que, mais desumanos que os próprios replicantes, vagam meio sem rumo pelas ruas úmidas e escuras da Los Angeles, outrora glamurosa, do século xxi. Enfim, tudo o que se disser sobre Blade Runner parece chover no molhado: O filme é maravilhoso, sob quaisquer aspectos! As tomadas de pôr-do-sol, com a pirâmide da Tyrell e a música quase mágica de Vangelis ao fundo que o digam. "
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visitante Marco Antônio De Menezes
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"Nao entendo por que a cena do sonho com o Unicórnio ajuda a indentificar Deckard como um replicante. Alguem pode me explicar? "
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visitante Wainer
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Resposta da Confraria :
Na verdade a cena por si só não é suficiente para dizer que Deckard seria um replicante. As coisas se conectam na última cena do filme, quando o policial Gaff deixa um origami de um unicórnio na porta do apartamento de Deckard. Se Gaff sabe o que está nos sonhos de Deckard, isso poderia significar que ele também tem memórias implantadas e seria um replicante como Rachel. Só lembrando que a discussão acerca de Deckard ser um replicante no filme é antiga e nunca chegou a uma conclusão, com os próprios Ridley Scott e Harrison Ford em lados opostos da briga.
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"Apesar de ser um tanto resistente a sair espalhando minhas opiniões e comentários pela Internet, e sem que ninguém me peça, não pude resistir a falar sobre Blade Runner, que é um de meus filmes preferidos.
Para começar, uma pequena observação sobre a obra de Philip Kindred Dick, na qual se baseou o roteiro do filme. Chama-se Do Androids Dream of Eletric Sheep? . Esse título é tão bom que daria para o filme se chamar assim mesmo. Interessante notar o trocadilho que se dá, pelo menos na impressão que tenho. Traduzindo-se Do androids (... ), Nós temos: Andróides sonham com ovelhas elétricas? . Há uma alusão clara às ovelhinhas que esperamos sonhar numa boa noite de sono. E também tem o questionamento, filosófico até (como não poderia deixar de ser, em se tratando de p. K. Dick... ), Sobre se os andróides sonhariam ou não. Reparemos no eco desse questionamento em outros autores, a exemplo de Isaac Asimov, com Eu, Robô e tal. Mas o trocadilho, como dizíamos, está mesmo é quando lemos em inglês. Ao se falar dream of eletric sheep, tenho a impressão que a pergunta são duas - se os andróides sonham com as tais ovelhas elétricas e, ao mesmo tempo, se seus chips permitem, proporcionam, sonhos como os humanos. E tudo isso enquanto o som de sheep é próximo de chip. Aí, é fácil perceber a sacada do gênio de pkd: Será possível aos andróides do futuro, de tão humanizados, sonharem e sonharem a partir de suas estruturas mecatrônicas?
Assistir Ridley Scott é coisa inquietante por natureza. A conjugação dos dois gênios - Scott/ pkd - é de fascinar qualquer um. Por isso é que os comentários que vi até agora sobre o filme, sobre a sua noiridade (se me permitem a liberdade com o francês), sobre a questão ambiental, etc, foram todos muito felizes.
Um ponto que chamaria a atenção de quem ler estas mal-traçadas é para a publicidade quanto às colônias. O sonho, talvez alimentado pelos europeus do século xvi, de ter um novo começo no Novo Mundo está muito bem citado. Dá uma boa pincelada em mais essa angústia humana. Junte-se a isso todos os outros elementos do cenário da Terra em 2019, como a devastação, a degradação, aí temos o tom de como todos esses problemas atuais que assoberbam mídia nos dias de hoje, como o aquecimento global, etc, já estavam ali tão belamente tocados, numa visão de futuro mais que pessimista, lucidamente realista. É demais. Sou fã declarado. "
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visitante Marciliano Ribeiro
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