quarta . 22|5

/ filmes / Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

voltar

Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge


The Dark Knight Rises (EUA/2012)

 



Direção: Christopher Nolan

Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan, Jonathan Nolan

Elenco: Morgan Freeman (Lucius Fox), Liam Neeson (Henri Ducard), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Jim Gordon), Marion Cotillard (Miranda Tate), Christian Bale (Bruce Wayne / Batman), Anne Hathaway (Selina Kyle / Mulher-Gato), Matthew Modine (Nixon), Joseph Gordon-Levitt (John Blake), Juno Temple (Holly Robinson), Tom Hardy (Bane)

 

Gênero: Ação, Aventura
http://www.thedarkknightrises.com

 

Vídeo (Teaser trailer em português de "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge")

Warner Bros. (Português)

crítica por Lula Tdscko

Passaram-se oito anos desde que Batman desapareceu na noite, e naquele instante passou de herói a vilão. Ao assumir a culpa pela morte do promotor Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo o que era importante para ele, e agora sofre uma perseguição liderada por seu amigo Comissário Gordon. Agora, ele terá de lidar com a chegada um ladrão muito esperto e misterioso. Muito mais perigoso, no entanto, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado, cujo plano é tirar Bruce desse exílio auto-imposto.[SINOPSE]

“Batman”, no final dos anos 80, foi um marco por re-introduzir de forma vitoriosa o tema “super-herói” (que era praticamente inexistente) na pauta do cinema. Os dois primeiros filmes desta quadilogia foram dirigidos por Tim Burton e com Michael Keaton como Batman e foram um grande sucesso. Daí entrou em cena o diretor Joel Schumacher que fez um terceiro filme irregular e um quarto filme desastroso que quase sepultou completamente a franquia.

Então, oito anos depois do defenestrado “Batman & Robin”, a Warner Bros e a DC Comics resolveram não apenas fazer o reboot da franquia mas fazê-lo de forma corajosa e grandiosa. Assim foi criado uma franquia de super-heróis sóbria, dark e realista (apesar do óbvio escapismo), feito não apenas para adolescentes ou fãs de quadrinhos. Planejaram e executaram para que fossem feitos três filmes com um mesmo diretor (Christopher Nolan) e o mesmo Batman (Christian Bale), mas Nolan foi além, pensou nos três filmes como três atos de uma mesma história, todos com seus ciclos bem definidos. Dito isso, é complicado e infrutífero ficar comparando qual o melhor ou pior entre os três, pois os três são excelentes.

O público elege o segundo filme (O Cavaleiro das Trevas) como o “melhor” da trilogia não apenas pelo magistral Coringa interpretado por Heath Ledger, mas (de forma inconsciente) justamente por ser o segundo da trilogia, pois o primeiro filme (Batman Begins) tem a obrigatória tarefa de apresentar os personagens e este terceiro (O Cavaleiro das Trevas Ressurge) tem a obrigação de fechar o ciclo para uns personagens (e quem sabe abrir um universo para outros). E assim o segundo filme, que não precisava fazer nem uma coisa nem outra, teve um espaço generoso para o Coringa, uma maior participação do morcego mascarado e também foi direto ao assunto, leia-se, ação.

O filme em si tem como novidade o vilão Bane (Tom Hardy), que usa uma máscara que cobre praticamente todo o rosto, mas se impõe de forma amedrontadora pela sua presença física (através de truques, pois o ator é baixinho), de seu olhar e, principalmente, por sua voz a la Darth Vader. Além disso, tem uma mente menos anárquica que o Coringa mas muito mais perversa. Há também a inserção de novos personagens como a sensual ladra Selina Kyle (Anne Hathaway) que é a Mulher-Gato (apesar que nunca ser assim citada no filme), e do jovem e virtuoso policial Blake (Joseph Gordon-Levitt), um ex-orfão criado num orfanato do grupo Wayne que cria uma empatia especial com Bruce. O grande ponto dramático do filme é a relação pai-filho entre Bruce e Alfred (Michael Caine), que pode render algumas lágrimas aos mais sensíveis.

O filme ainda guarda outros bons truques e falar mais do que isso é correr o sério risco de contar algum spoiler, entregar os segredos do filme. Basta dizer que o filme mantém o ritmo e qualidade dos seus antecessores e fecha o ciclo Nolan/Bale com chave de ouro. Um excelente divertimento proporcionado por um filme que foi tratado como uma jóia por todos seus realizadores. Clap, clap, clap!

crítica por Matheus Pannebecker

crítica por Clênio Viégas

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

VEJA MAIS

Christian Bale

Christian Bale