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Violação de Conduta
Basic (EUA/2003)
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Tendo fracassado nas bilheterias americanas, onde arrecadou míseros US$ 27 milhões, "Violação de Conduta" até que merecia uma melhor sorte. É um filme divertido de se ver, mas também não passa disso. Lembra muito filmes como "Questão de Honra" e "A Filha do General", que também fracassaram, mas que tinham seu valor. Trata-se do segundo encontro de John Travolta e Samuel L. Jackson, que já haviam trabalhado juntos em "Pulp Fiction Tempo de Violência", de Quentin Tarantino. Em sua passagem pelo Festival do Rio, Jackson disse ter aceitado o trabalho por ter visto o nome de Travolta envolvido, pois seu nome "é sinônimo de diversão e profissionalismo" (ele não deve ter visto "A Reconquista"). "Violação de Conduta" marca ainda outro reencontro: o de Jackson com o diretor John McTiernan, que dirigiu-o em "Duro de Matar: A Vingança". McTiernan integra o primeiro time dos diretores de filmes de ação de Hollywood, tendo feito: toda trilogia "Duro de Matar", "O Predador" (1987), "Caçada ao Outubro Vermelho" (1990) e "O Último Grande Herói" (1993). Apesar de todos os elogios de Jackson, ao que parece o grande problema do filme teria sido o estrelísmo de Travolta. Este colocou como cláusula em seu contrato que a produção disponibilizasse 8 camisas da famosa grife Armani por dia de filmagem. Além deste exagero, John praticamente pediu para reescreverem o roteiro, pois não queria fazer um vilão (ele sim viu "A Reconquista"). Durante um exercício de treinamento no Panamá, o temido sargento Nathan West (Samuel L. Jackson), das Forças Especiais, desaparece com seus homens, restando apenas dois sobreviventes. Para as investigações, o coronel Bill Styles (Timothy Daly) convoca Tim Dayle (John Travolta), um ex-soldado que atualmente trabalha na Divisão Antidrogas do Governo. Para descobrir o que aconteceu e tentar arrancar os segredos dos dois sobreviventes, Brian Van Holt ("Códigos de Guerra") e Giovanni Ribisi ("Encontros e Desencontros" e "O Dom da Preminição"), Dayle contará com a ajuda da tenente Julia Osborne (Connie Nielsen). O filme até que é bom mas, por culpa de Travolta, conta com uma série de reviravoltas, tantas que quando acabam os créditos você não tem certeza se o filme já acabou. Apesar das confusões na produção, Travolta está muito bem no longa, num papel divertido e carismático. Quem também está muito bem é Jackson, que apesar de não aparecer muito se destaca em todas as cenas, principalmente devido ao seu figurino, já que ficou parecido mais com um arquivilão dos quadrinhos do que com um oficial do exército.
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Lucas Salgado
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