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Vício Frenético


Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans (EUA/2009)

 



Direção: Werner Herzog

Roteiro: William Finkelstein

Elenco: Nicolas Cage (Terence McDonagh), Brad Dourif (Ned Schoenholtz), Jennifer Coolidge (Genevieve), Eva Mendes (Frankie Donnenfeld), Val Kilmer (Stevie Pruit), Michael Shannon (Mundt), Fairuza Balk (Heidi)

 

Duração: 121 min | Gênero: Drama

 

Vídeo (Trailer de Vício Frenético)

Apple Movies (Inglês/Sem Legendas)

crítica por Gustavo Catão

É engraçado e até um pouco assustador que Nicolas Cage sempre se destaque ao interpretar viciados. Seja com o alcoólatra de “Despedida em Las Vegas”, que lhe rendeu um merecido Oscar, ou com o drogado tenente que ele incorpora neste ótimo “Bad Lieutnant”, Cage sabe mesmo dar profundidade ao vício. Some a isso a direção de Werner Herzog, em um filme inusitadamente surreal, e o resultado é um excelente longa policial, com boas doses de comédia e que passeia um pouco até pela farsa.
O filme se passa na cidade de Nova Orleans, após os estragos do furacão Katrina. Durante as enchentes causadas pela tempestade, o policial Terence McDonagh se fere gravemente ao tentar salvar um preso que iria se afogar. Agora, um ano depois, ele ainda sofre com fortes dores, o que o tornou um viciado em analgésicos e qualquer outra droga ou medicamento que ele possa colocar as mãos, principalmente cocaína. McDonagh está endividado, tenta conseguir mais drogas para ele e sua namorada, a prostituta Frankie (Eva Mendes, linda como sempre), suporta as crises do pai que largou o álcool e da madrasta, que vive bêbada, e ainda tenta resolver um complicado caso de assassinato de toda uma família de imigrantes ilegais em um dos bairros controlados pelo tráfico na cidade. Para piorar, seu vício o leva a correr riscos cada vez maiores e suas alucinações já começam a afetar seu trabalho.
O charme de “Bad Lieutnant” é ser um filme que não se leva muito a sério. Enquanto nos primeiros minutos pode-se até ter a impressão de um filme policial sério, com temas pesados como drogas, prostituição (e algumas cenas fortes para acompanhar), aos poucos um ar de delírio se infiltra na projeção. Os ângulos começam a ficar confusos, jacarés entram em cena, o protagonista começa a reclamar da presença de iguanas que até aquele momento você não faz idéia se estão mesmo lá, e até o final da película estamos vendo velhinhas em asilos serem interrogadas (uma das melhores cenas do filme) e um traficante atirando num corpo “porque a alma dele ainda está dançando”. E isso é surpreendente se tratando de Werner Herzog, diretor do seriíssimo documentário “O Homem Urso” e do drama bastante heróico “O Sobrevivente”. Bom, todo mundo tem seus dias meio loucos. Parece que Herzog estava em um deles quando fez “Bad Lieutnant”. Melhor pra gente.

 

Onde assistir

Programação

Filme fora de cartaz ou programação indisponível

 

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