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Avatar


Avatar (EUA/2009)

 



Direção: James Cameron

Roteiro: James Cameron

Elenco: Zoe Saldana (Neytiri), Sigourney Weaver (Dra. Grace Augustine), Michelle Rodriguez (Trudy Chacon), Giovanni Ribisi (Selfridge), Laz Alonso (Tsu`Tey), Sam Worthington (Jake Sully), Joel David Moore (Norm Spellman), Stephen Lang (Coronel Quaritch)

 

Duração: 160 min | Gênero: Aventura, Ficção Científica

 

Vídeo (Trailer de Avatar (Trailer 2))

Apple Movies (Inglês/Sem Legendas)

Vídeo (Trailer de Avatar)

Apple Movies (Inglês/Sem Legendas)

crítica por Lucas Salgado

Se a Confraria de Cinema limitasse o número máximo de superlativos permitidos em uma crítica eu teria sérios problemas para escrever este texto sobre “Avatar”. Primeiro filme de James Cameron desde o mega-sucesso “Titanic”, “Avatar” é diferente de tudo o que já foi visto no que diz respeito a efeitos visuais. Cameron sempre foi inovador nesse sentido, revolucionando com “O Segredo do Abismo”, “O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final” e “Titanic”, e com “Avatar” não foi diferente, mas trabalhou em escalas muito mais significativas.
Apesar de ser o “novo filme de James Cameron”, “Avatar”, na realidade, é um dos projetos mais antigos do cineasta. O problema é que não existia tecnologia suficiente para desenhar o mundo pensado por Cameron na década de 90. Felizmente, o resultado final prova que a espera valeu a pena. Os efeitos especiais são absolutamente deslumbrantes e tem como principal mérito o fato de serem “verossímeis”. Talvez essa não seja a melhor palavra para descrever, mas o grande destaque do filme está no fato dos efeitos não soarem artificiais em nenhum frame da produção. Quando o fuzileiro desembarca de cadeira de rodas na lua Pandora nos deparamos com uma base militar repleta de armas e transportes de altíssima tecnologia e nem por um segundo você pensa que tais objetos são inverossímeis. Saindo da base militar a sensação é ainda mais especial. O universo criado é belíssimo e repleto de detalhes de encher os olhos. A fauna e a flora de Pandora são extremamente bem detalhadas, deixando a impressão de que aquele lugar poderia muito bem existir.
É difícil ter uma noção do que esse filme vai deixar para a posteridade ou se irá chegar perto do 1,8 bilhão arrecadado por “Titanic”, mas fica a impressão de que as cenas de efeitos visuais de “Avatar” podem significar para a atual geração o mesmo que a sequência inicial de “Guerra nas Estrelas Episódio IV Uma Nova Esperança” representou para os jovens das décadas de 70 e 80. Curiosamente, boa parte dos efeitos especiais de “Avatar” foram criados pela Industrial Light & Magic, de George Lucas. A captura de movimento dos avatares e dos Na`vi, no entanto, foi desenvolvida pela Weta Digital, de Peter Jackson, empresa que revolucionou neste campo com o desenvolvimento dos personagem Gollum, em “O Senhor dos Anéis”, e King Kong, no filme homônimo.
Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas, assume o lugar do irmão gêmeo recém-falecido em um programa científico em Pandora, uma lua com ambiente semelhante ao da Terra, que orbita ao redor de um gigante gasoso chamado Polyphemus, no sistema estelar Alpha Centauri-A, a 4,4 anos-luz de nosso planeta. Como a atmosfera é tóxica, os humanos desenvolveram o programa Avatar, em que “condutores” humanos controlam um corpo geneticamente desenvolvido mesclando DNA humano e DNA dos Na`vi, povo nativo de Pandora. Os Na`vi são vistos como criaturas bárbaras e como grande empecilho à exploração do minério raro unobtanium. Em sua primeira missão no corpo do avatar, Jake acaba se separando de seu grupo e é encontrado pela Na`vi Neytiri. Através do contato com Neytiri e seu clã, Jake começa a respeitar o modo de vida dos Na`vi.
Neytiri é interpretada por Zoe Saldana, que tem tudo para virar uma nova musa geek depois de num mesmo ano participar de “Avatar” e “Star Trek”. Jake, por sua vez, é vivido por Sam Worthington, que já havia roubado a cena de Christian Bale em “O Exterminador do Futuro: A Salvação”. Completam o elenco do filme: Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, Laz Alonso e Stephen Lang. Lang, inclusive, é um dos destaques do filme no papel do Coronel Quaritch, um militar disposto a utilizar qualquer meio para atingir seus objetivos.
“Avatar” é um filme muito ligado às questões ambientais discutidas no mundo de hoje. Os Na`vi são seres apaixonados pela natureza que têm seu universo ameaçado pela cobiça do homem. É possível fazer um paralelo à história da população indígena em toda América, em especial nos Estados Unidos, que acabou devastada em nome de riquezas minerais e por serem considerados uma “raça inferior”. O longa abrange ainda o debate acerca do terrorismo e a banalidade da guerra. Ao receberem flechadas os militares abrem fogo após a célebre frase de Quaritch: “vamos combater terror com terror”.
Com algumas pontuais falhas no roteiro, na sua maioria das vezes por causa de uma dose de sentimentalismo barato, “Avatar” é mais do que um filme, é uma experiência e assim deve ser tratado. Dessa forma, trate de escolher a melhor sala de cinema disponível. Dê preferência, se possível, às salas 3D ou ao IMAX. “Avatar” é inovador em vários sentidos, sendo o primeiro filme no Brasil a apresentar uma cópia 3D legendada. Não perca!

crítica por Zé Felipe

 

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