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Igual a Tudo na Vida
Anything Else (EUA/2003)
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Woody Allen é realmente um sujeito fora de série. Para se ter uma idéia, o diretor/roteirista/ator realizou 34 nos últimos 34 anos, mantendo uma média excepcional de pelo menos um filme por ano. Dentre esses projetos encontram-se verdadeiras obras-primas como: “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Manhattan”, “Sonhos Eróticos Numa Noite de Verão”, “A Rosa Púrpura do Cairo”, “Hannah e Suas Irmãs”, “Um Misterioso Assassinato em Manhattan”, “Tiros Sobre a Broadway”, “Poderosa Afrodite”, “Todos Dizem Eu Te Amo” e “Desconstruindo Harry”. Assim sendo, Allen pode se dar ao luxo que realizar filmes como “Igual a Tudo na Vida”, que é somente muito bom.
Mesmo não estando entre os melhores filmes de Woody Allen este, que marca o final da parceria do cineasta com a Dreamworks, está bem acima da média em relação às comédias românticas que chegam aos cinemas atualmente. O longa mostra uma certa vontade de Allen de se aproximar de um público mais jovem, ao colocar como protagonistas Jason Biggs (“American Pie”) e Christina Ricci (a eterna Vandinha, de “A Família Addams”). Mas você, fã do diretor, não se preocupe, pois toda a neurose intimista do cineasta está presente.
Jerry Falk (Biggs) é um escritor de comédia de Nova York (é claro!), que se apaixona pela namorada do amigo (Jimmy Fallon). A jovem em questão é Amanda (Ricci), com quem logo começa a se relacionar. O romance dos dois, entretanto, esbarra em alguns problemas, como: o insaciável apetite sexual da jovem, que busca prazer fora do relacionamento; e a mãe da mesma, vivida pela veterana Stockard Channing, do seriado televisivo “The West Wing”. No meio disso tudo ainda tem o problema de que Jerry não é psicologicamente capaz de terminar relações, por medo de ficar sozinho. Para se ter uma idéia, isso não acontece somente nos relacionamentos amorosos, mas também nos de trabalho. Jerry mantêm contrato com um empresário picareta (Danny DeVito) e com seu psicólogo incompetente (William Hill) só pelo medo de se desligar.
No meio de todos estes conflitos surge David Dobel (Woody Allen), um colega de profissão de Jerry, que logo passa a dar conselhos em sua vida. Tendo Allen como consultor emocional é fácil de se imaginar em que o personagem de Biggs vai se meter.
Se você é fã do diretor vá conferir “Igual a Tudo na Vida”, mas não vá esperando um clássico do mesmo. Desta forma você vai se divertir bastante neste longa que, além de várias características “woodynianas”, conta com a participação especial da cantora Diana Krall. Fazendo uma ligação direta a trilha sonora do longa é necessário informar que esta é excelente, como todas as de Allen, que faz questão de escolher uma por uma das músicas que compõem suas trilhas.
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Lucas Salgado
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