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Alice no País das Maravilhas - 2010
Alice in Wonderland - 2010 (EUA/2010)

Direção: Tim Burton

Roteiro: Linda Woolverton

Baseado na Obra de: Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas)

Elenco: Mia Wasikowska (Alice Kingsley), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branco), Michael Sheen (Coelho Branco), Stephen Fry (Gato de Cheshire), Crispin Glover (Valete de Copas), Christopher Lee (Jabberwock), Alan Rickman (Caterpillar), Timothy Spall (Bloodhound), Matt Lucas (Tweedledee), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)

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Duração: 108 min.

Gênero: Aventura/Fantasia

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Não sei se como Alice sou capaz de imaginar seis coisas impossíveis antes do café da manhã, mas antes de conferir “Alice no País das Maravilhas” imaginava ao menos uma: é impossível que Tim Burton realize uma adaptação que não seja pelo menos ótima! Já durante os créditos finais do filme, no entanto, vi que estava equivocado. Enquanto acompanhava a péssima música-tema de Avril Lavigne (sério!), a minha única vontade era, como a Rainha Vermelha (melhor personagem do filme), apontar para Tim Burton e dizer: “corte-lhe a cabeça”. É difícil acreditar que o brilhante e exótico cineasta não conseguiu nos entregar uma adaptação brilhante da fábula de Lewis Carroll. Contra todas as expectativas de seus fãs, Burton realizou apenas mais um “filme Disney”, como prova a presença da ícone teen na trilha sonora.
Como um filme dos estúdios do rato mais famoso do cinema, “Alice in Wonderland” (no original) é uma retratação bela e agradável (e só) de um conto infantil, cortando inclusive o que havia de mais psicodélico da obra de Carroll e propiciando inclusive uma cena ridícula em que Johnny Depp dança break. Não há nenhuma ousadia na trama, que mais parece interessada em se vender como mais um filme com um personagem estranho de Depp. O longa é sem dúvida o pior da parceria entre Burton e Depp, e na filmografia do diretor só fica a frente de “Planeta dos Macacos -2001”. Por mais que tenha dado certo em “A Fantástica Fábrica de Chocolate - 2005”, a torcida é para que Burton deixe de lado esse universo de refilmagens e adaptações e passe mais uma vez a investir nas loucuras de sua mente.
Buscando (sem sucesso) um respiro de originalidade que tornasse o filme mais interessante e o diferenciasse da animação “Alice no País das Maravilhas” (também da Disney), de 1951, Tim Burton optou por combinar dois livros de Carroll: “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”. No filme, Alice (a bela Mia Wasikowska) é uma jovem de 19 anos que ao seguir um Coelho Branco vai parar no mundo mágico do País das Maravilhas, onde encontrará os irmãos Tweedledee e Tweedledum, Domindongo, a Lagarta, o Gato Risonho e, é claro, o Chapeleiro Maluco (Depp). Alice acaba no meio de uma disputa de poder entre a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter, ótima) e sua irmã, a Rainha Branca (Anne Hathaway, afetadíssima).
Com um ótimo elenco de vozes, que reúne nomes como Stephen Fry, Michael Sheen, Christopher Lee, Alan Rickman e Timothy Spall, o longa foi realizado com a tecnologia RealD 3D. Diferentemente de “Avatar”, “Alice no País das Maravilhas” não foi rodado com câmeras 3D, tendo passado por conversão para o 3D após sua realização. Apesar do 3D não fazer grande diferença na obra é impossível negar que fez muita diferença nas bilheterias. Até o momento, o filme já arrecadou US$ 828 milhões nas bilheterias de todo mundo, sendo US$ 324 milhões só nos Estados Unidos.
Tim Burton é um dos mais interessantes diretores da atualidade e muitas vezes é lembrado pelo magnífico visual de seus filmes. Mas é importante destacar que seus filmes são muito mais do que somente uma “carinha bonita”. São muitas vezes projetos profundos que evocam sentimentos como solidão e felicidade, que sempre vem de onde menos se espera (seja de um castelo sombrio como em “Edward, Mãos de Tesoura”, de uma família pobre como em “A Fantástica Fábrica...” ou até mesmo do mundo dos mortos como em “A Noiva-Cadáver”). “Alice”, no entanto, é um filme vazio. Apesar de contar com um visual fantástico e personagens isoladamente interessantes, o longa peca naquilo que Burton tem de melhor que é na emoção. Você pode até se divertir com a jornada da personagem-título, mas em nenhum momento irá se identificar com ela ou qualquer outro personagem.
Outro grave problema da produção está no fato de que diante de um universo totalmente fantasioso (as cenas fora do “país das maravilhas” são poucas) a fantasia de Burton não se destaca.
Obviamente, um filme fraco de Tim Burton ainda está acima da média da produção hollywoodiana (exceção feita a “Planeta dos Macacos”, que é ruim mesmo), mas é difícil não se decepcionar ao ver o cineasta realizando uma obra tão convencional e quadrada quanto este “Alice no País das Maravilhas”.
Lucas Salgado
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"Filme de Tim Burton, com Johnny Depp, Alice no País das Maravilhas não é uma adaptação estrita do amado romance de Lewis Carroll de 1865. Pelo contrário, é algo como um pós-moderno conto de auto-descoberta, embora ele funcione melhor como uma fantasia louca que como qualquer coisa com um ponto. Burton põe uma rotação exclusivamente matriarcal em histórias de Carroll, mantendo os mais fortes personagens femininos e dispensar com praticamente todos os personagens poderosos do sexo masculino. Assim, todos do sexo masculino na história ou são loucas (o Chapeleiro), os trapalhões (Tweedledee e Tweedledum), ou a serviço de uma mulher poderosa (como vemos com Crispin Glover, mas em última análise, subserviente Valete de Copas). Qualquer e todos os personagens poderosos do sexo masculino, incluindo o pai de Alice e do Rei de Copas, estão mortos. Ao contrário do clássico filme de animação da Disney, a maioria da Alice de Tim Burton apresenta uma heroína adulta, com 19 anos, (interpretada por Mia Wasikowska), mesmo que a história começa 13 anos antes, quando a criança Alice no eu primeiro encontro ou fantasia sobre Wonderland. Quanto mais velha Alice, que vivem em Vitoriana Inglaterra está prestes a ser noiva de um rapaz de quem ela não se importa. Distraído por um coelho em uma grande festa surpresa ao ar livre, Alice acompanha o coelho para um grande buraco no chão, e rapidamente cai dentro. Ela então chega ao País das Maravilhas, encontrando aventuras familiares para a maioria dos espectadores. Existem as poções ela bebe tanto para encolher e crescer de altura, e logo tem encontros com a lagarta sábia e com o gato flutuante, e suas relações tanto com a boa Rainha Branca e a má Rainha Vermelha. Para o registro, Helena Bonham Carter é a decapitadora Rainha Vermelha; Anne Hathaway é a bondade doce como Rainha Branca; Que usa Alice para seus objetivos. Crispin Glover digitalmente senta-se sobre um cavaleiro alto e do mal chamado Stayne, p Valete de Copas, e Matt Lucas tem a sua cara transformada no poli, gêmeos idênticos Tweedledee e Tweedledum. O que mais virá a ver, fora da 3d, é o retrato de Johnny Depp, como o chapeleiro maluco, e não vão ficar desapontados. Convém mencionar que Alice no País das Maravilhas é bastante pesada em decapitações e como à violência, certamente muito intensa para as crianças mais novas. Aliás, o 3 d é efetivamente usado em todo Alice no País das Maravilhas, mas o pudim de ameixa ocorre no último segundo do filme. Pode ser um sacrilégio para comparara obra de Tim Burton (Alice no País das Maravilhas), com o Mágico de Oz (1939), mas há paralelos distintos. Ambos começam e terminam em familiares, contextos sociais. E ambos os fazê-los de um ponto de resolução. Ambas as heroínas jovens embarcam em missões de mágica, repleta de perigo e surpresa e têm personagens memoráveis e ação delirante. Nota: 8,0"

visitante Willis De Faria
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