[Escolha sua cidade] Brasil, 11 de outubro de 2008
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Alexandre
Alexander (EUA/2004)

Direção: Oliver Stone

Roteiro: Oliver Stone, Christopher Kyle , Laeta Kalogridis

Elenco: Colin Farrell (Alexandre), Angelina Jolie (Olímpia), Anthony Hopkins (Ptolomeu), Val Kilmer (Rei Filipe), Christopher Plummer (Aristóteles), Jared Leto (Hefestion), Rosario Dawson (Roxane), Jonathan Rhys-Meyers (Cassandro)

[Veja os participantes de "Alexandre"]

Duração: 175 min.

Gênero: Drama

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"A maior de todas as lendas foi real"
Oliver Stone disputou e ganhou a corrida com Baz Luhrmann para fazer uma megaprodução sobre a vida do conquistador macedônio conhecido como “Alexandre, o Grande”. Reuniu grande elenco, fez uma imensa campanha de marketing, enfim, torrou 150 milhões de dólares. E agora Stone deve estar se perguntando o quê foi que deu errado. O quê deu errado com “Alexandre”, em poucas palavras, é que o filme é muito chato.
”Alexandre” é baseado principalmente na biografia de Alexandre escrita pelo historiador Robin Lane Fox, que a título de curiosidade cavalgou (a seu pedido) ao lado de Alexandre na cena da batalha de Gaugamela. O filme começa anos após a morte de Alexandre, com Ptolomeu (Anthony Hopkins), um de seus generais, governando da cidade de Alexandria o Egito, uma das quatro partes em que é dividido o império de Alexandre após sua morte. Ptolomeu narra para seu escriba suas memórias do antigo líder, e é através dele que acontece toda a narrativa do filme, que nesse momento faz um “flashback”. A primeira meia hora (das exaustivas 2 horas e 55 minutos) do filme se concentram na infância e adolescência de Alexandre. É nesse momento que vemos sua relação com a mãe, Hipólita (Angelina Jolie), que nutre um ódio mortal pelo marido, e com seu pai, Filipe (Val Kilmer, com boa maquiagem). Pai e filho vivem uma relação difícil, pois Alexandre acha que o pai não o respeita por sua mãe não ser macedônia, e Filipe acha que o filho conspira contra ele a mando de Hipólita. Também vemos nessa fase a educação do jovem pelo célebre filósofo Aristóteles (o veterano Christopher Plummer) e o início de sua amizade com o jovem Hefestion. Daí o filme salta alguns anos, colocando Alexandre (agora já na pele de Colin Farrell) liderando seu exército contra os persas. Após uma rápida parada na Babilônia, o líder sai em uma interminável jornada para o Oriente, lutando com tudo que aparecesse pela frente e arranjando uma esposa no caminho, gastando duas horas insuportáveis de película. Com algumas breves interrupções para que Ptolomeu pudesse completar suas narrações, este só volta mesmo a aparecer nos últimos cinco minutos, quando descreve a morte de Alexandre, com apenas 32 anos.
O problema de “Alexandre” é que o filme não desenvolve. Ele já começa com clima de final, com Ptolomeu monologando: “Alexandre, o Grande”, “o maior dos Alexandres”, “como era grande aquele que se chamava Alexandre”, etc, etc, etc. O público já entendeu que ele era realmente “Grande”, e o filme continua tocando na mesma tecla. E a única outra tecla que o filme toca além dos monólogos infindáveis sobre a grandiosidade de Alexandre é o homossexualismo dele. Praticamente todas as cenas em que ele não está na guerra, Alexandre está “rasgando seda” com Hefestion ou trocando olhares com algum jovem desconhecido. E essas cenas não são poucas, já que Oliver Stone fez a estranha escolha de não colocar batalhas em um filme de quase três horas sobre o maior conquistador da história (são apenas duas durante todo o filme).
Com elementos como esses, atuações que não seriam ruins acabaram sendo muito prejudicadas por personagens estereotipados, sendo que o maior prejudicado foi Colin Farrell. Com o objetivo de humanizar o personagem, o filme acabou por fazer de Alexandre um fracote, um chorão que não aceitava críticas, tomava decisões arbitrárias e “entre quatro paredes” trocava juras de “Eu te amo! Não posso viver sem você!” com o general Hefestion. A impressão que temos é que o personagem de Farrell não seria capaz de comandar um menino de 5 anos, quanto mais um império que ocupava 90% do mundo conhecido. O resto dos personagens não ganha destaque porque gasta todos os seus diálogos elogiando o protagonista. E as raras batalhas são fracas e não chegam aos pés das de “Tróia”. Mas o filme ganha algum mérito com bons figurinos e cenários, incluindo uma belíssima Babilônia e uma Alexandria que incluí o lendário Farol de Alexandria (tem de se prestar atenção para ver) e uma possível Biblioteca de Alexandria (que junto dos Jardins Suspensos da Babilônia dá um total de três construções lendárias do mundo antigo no filme).
Ao assistir “Alexandre” não esqueça o relógio, pois você vai se ver consultando-o inúmeras vezes. E também não o faça de noite, a não ser que realmente esteja procurando um remédio para a insônia. Não sei onde gastaram US$ 150 milhões nesse filme, mas se fosse eu pediria o dinheiro de volta.
Gustavo Catão
Imagens de "Alexandre"
Alexandre Alexandre
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Comentários, Críticas e Curiosidades enviadas pelos Visitantes

"Gostei muito do filme, sou apaixonada por histórias desse tipo. Alexandre foi um visionário, cujos sonhos, façanhas, destinos ecoavam para a liberdade. Ele conseguiu mudar algumas coisas, e que em meio de tantos sofrimentos conquista fama, glória, riqueza e ajuda a moldar a face do mundo como o conhecimento de hoje. "

visitante do CinemaCAFRI

"É simplesmente Magnífico! Nunca mais veremos uma obra no cinema com o poder e a qualidade de Alexandre. Não ganhou o Oscar, porque este premio é politico demais e os Hipócritas Norte Americanos infiltrados por um grupo de protestantes puritanos somente no nome, fizeram este boicote a exemplo do que ocorreu com a dupla Pet Shop boys. "

visitante Francisco Vitoriano Filho

"Foi um filme otimo muito bom, não há criticas, os atores são otimos profissionais! Não é cansativo, uma boa produção eu amei e o aort de Alexandre é lindo. Foi bom, muito bom. "

visitante Bárbara Bento Dos Santos
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