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Woody Allen anuncia elenco de próximo filme


por Christian Farias, 20 de junho de 2011

Woody Allen anuncia elenco de próximo filme

Parece que o experiente Woody Allen está com muita pressa. Pouco depois de organizar o lançamento de "Meia-Noite em Paris", o diretor já prepara uma nova obra, por enquanto intitulada de "Bop Decameron".

O elenco principal foi divulgado e contará com os seguintes nomes: Roberto Benigni, Penélope Cruz, Alec Baldwin, Jesse Eisenberg, Ellen Page, Greta Gerwig e Judy Davis.

O filme será rodado em Roma, e a trama baseia-se na coleção Decamerão (novela de Giovanni Boccaccio). As filmagens começam em 11 de julho.

 

crítica de Se Beber, Não Case! Parte II


por Christian Farias, 13 de junho de 2011

Se Beber, Não Case! Parte II

Repetir a dose não basta. "Se beber, não case! Parte II" é um remake do primeiro. Não deixa de ser engraçado por isso, mas tecnicamente e cinematograficamente deixa a desejar, ainda mais quando se espera tanto de uma comédia. Alguns furos no roteiro, como a parte quando eles acordam em Bangkok e, sem sair do apartamento, sabem que estão em outra cidade, acabam deixando a obra enfraquecida para os mais exigentes.
Se existe uma premissa na história da comédia cinematográfica é que existem “piadas novas para público velho e piadas velhas para público novo”. No caso de "Se Beber, Não Case! Parte II", as piadas são repetidas na íntegra, em relação ao primeiro. E o roteiro segue, exatamente, a mesma sequência. É uma pena que uma expectativa tão grande seja por apenas algumas risadas.

 

crítica de Sete Vidas


por Christian Farias, 9 de maio de 2011

Sete Vidas

Sete vidas e nenhuma surpresa... Will Smith mais uma vez protagoniza um drama de deixar moças de olhos marejados. "Sete Vidas" (Seven Pounds) conta a história de um homem com uma vida instável e depressiva, sua única alternativa é ajudar as pessoas, algo que no filme é altamente compulsivo e forçado. As boas cenas são feitas geralmente com câmera na mão, mantendo a tensão do expectador com planos tremidos, esse é o ponto alto do filme. Mais um ponto atrativo é a trilha sonora de Angelo Milli, dramática na medida certa para não ser deprimente.

O diretor é o já conhecido Gabriele Muccino, que realizou “À procura da felicidade” também com o ator Will Smith. O ator dessa vez não teve o mesmo nível de empenho, ressaltado pelo fraco roteiro do estreante Grant Nieporte.

Se você já viu o filme e não adivinhou o final antes dos trinta minutos iniciais, meus parabéns. O roteiro é fraco, altamente previsível, com uma história triste que serve de base para outras tramas que arrastam o clima até o final apelativo. Will Smith brilhou em “À procura da felicidade”, mas despencou suas atuações em “Eu sou a lenda” e “Sete vidas”, tomara que tenha sorte no próximo roteiro dramático que o espera, assim como Jim Carrey que teve a sorte de provar a todos seu potencial em filmes deste gênero com ótimas composições fílmicas.

 

crítica de Toy Story 3


por Christian Farias, 3 de maio de 2011

Toy Story 3

Talvez o maior dos erros do ser humano é não lidar com a hora do adeus. Não estamos acostumados a finalizar as coisas, e acabamos perdendo parte de nossa identidade ao manter certas coisas além de onde se pode chegar. Pode não parecer, mas esse é o tema principal e o desafio maior de "Toy Story 3", deixar claro que a trilogia acabou, assim como a infância de Andy.

Igual aos anteriores, Toy Story 3 possui sacadas geniais. Mesmo com Lee Unkrich como diretor, no lugar de John Lasseter, a obra não perdeu a sua genialidade, e ainda conta com novos personagens.

Longe de ser uma obra voltada para a criançada, "Toy Story 3" possui uma abordagem muito madura e sensível sobre temas delicados como a morte, a saudade, o abandono e a despedida. Se você aproveitou sua infância com muitos brinquedos, assim como eu, com certeza vai pensar naqueles preferidos que lhe deram tantas alegrias, e que hoje ficam trancafiados em caixas e armários.

Chorar de rir é uma das vertentes dessa obra, a principal é berrar de emoção. Não espere uma obra sem grandes conteúdos, apenas um desenho passatempo para aliviar a cabeça. "Toy Story 3" é uma reflexão profunda sobre as relações, sobre a amizade, entre outros temas difíceis que estão anexados à trama. Os últimos 30 minutos de filme trazem uma carga emocional gigantesca, característica de obras memoráveis do cinema, e finalizam a trilogia em grande estilo; como diz a música tema: “O tempo vai passar, os anos vão confirmar”. Quinze anos depois do lançamento do primeiro longa da série, a Pixar confirma sua maturidade e sua grandeza.

"Toy Story 3" é um ultimato. Um adeus dos mais reflexivos e sentidos. É o fim de uma grande trilogia, tão bem feita que sua despedida deixa marcas eternas em uma nova geração de animação, “para o infinito e além”.

 

crítica de Pânico 4


por Christian Farias, 27 de abril de 2011

Pânico 4

A metalinguagem sempre se torna interessante quando é bem explorada. Na música, na literatura, no cinema, sempre é instigante ver a abordagem que se pode constituir ao elaborar um projeto sobre o próprio objeto. Em “Pânico 4” essas premissas são visíveis, pode parecer estranho aos não ambientados com a série de Wes Craven, mas acaba tornando a experiência fílmica ainda mais rica do que uma seção de duas horas de duração.

Se você acha que o diretor não iria mais investir em metalinguagens e referências ao suspense e ao terror está enganado. Em “Pânico 4Wes Craven flutua por diversas homenagens e citações especiais para aqueles fanáticos por cinema e por terror. Vale a pena prestar atenção no roteiro e nos clichês criticados pelos próprios personagens da trama. Craven brinca, debocha e, ao mesmo tempo, modifica algumas convenções sem perder a mão.

“O Massacre da Serra Elétrica”, “Psicose”, “A Hora do Pesadelo”, “Sexta-Feira 13” e muitos outros clássicos estão presentes na obra. E se você pensa que sabe o que acontece em filmes de terror, pode se surpreender. Ou pode ver que um mestre do terror continua com a boa pegada de anos. “Pânico 4” é uma boa continuação, além de uma ótima homenagem.

 

Análise Insubordinada

Coluna : Uma abordagem crítica sobre o mundo do cinema, do Burlesco ao Pós-Moderno.

Colunista : Jornalista diplomado, Pós-Graduado em Produção Audiovisual. Um amante da mais insubordinada das artes.

Twitter : @chris_farias_

Christian Farias

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