A lealdade de James Bond (Daniel Craig) à M (Judi Dench) é testada quando seu passado volta a atormentá-la. Com a MI6 sendo atacada, o agente 007 precisa rastrear e destruir a ameaça, sem se importar o quão pessoal será o custo disto.
[SINOPSE]
A franquia 007 está completando cinquenta anos em 2012 com seu 25º filme (incluindo os não-oficiais) e uma das razões da sua longevidade é que ela se moderniza de tempos em tempos. Senão, como explicar a figura espião nos tempos modernos? A Guerra Fria acabou, as ameaças deixaram de ter contornos geográficos e a informação, que é o cerne da espionagem, flui de forma muito mais rápida e fácil,e principalmente, de forma menos controlada.
Sim, o agente 007 continua namorador, elegante, viril e com um senso de humor muito refinado, mas neste filme ele é apresentado como um dinossauro, para logo ser descartado, depois re-ativado na marra (sem as mínimas condições físicas e psicológicas) e ainda assim é mais Bond do que nunca. A cena em que metade do trem despenca num abismo e ele está mais preocupado em ajustar seu terno impecável e já diz tudo.
As marcas registradas da série são chacoalhadas de ponta a cabeça, não temos a cena de abertura em que Bond aponta sua arma para a tela, ele bebe sua bebida predileta, mas não profere sua clássica frase “batido, não mexido” e ousaram até na figura de MoneyPenny, que não é mais uma mulher! Mas tudo isso é feito de forma bem respeitosa pelo competente e estiloso diretor Sam Mendes ("Beleza Americana"), que praticamente lançou Daniel Craig em "Estrada para Perdição" (2002).
O vilão merece um capitulo a parte. É sensacional a interpretação minimalista de Javier Bardem. Seu vilão é sarcástico e amedrontador, ainda que não precise provar o quanto é cruel e malvado. Seus diálogos com Bond são sensacionais e bem inusitados, inclusive com trechos homoeróticos. É sempre difícil lembrar do vilão, mas deste não vamos esquecer tão cedo.
Depois de dois Bonds (Pierce Brosnam e Timothy Dalton) que não convenceram, de um começo hesitante com Daniel Craig (os dois primeiros filmes com ele foram um sucesso comercial, mas o estilo de ação Jason Bourne não contribuía muito com o estilo 007), eis que ressurge um digno James Bond à altura a Sean Connery e Roger Moore. Talvez por esse motivo, o filme venha sendo considerado “o melhor de todos” por alguns importantes críticos, mas como não sou afeito a este tipo de comparação, prefiro pensar que, apesar do desfecho irregular, é um filmaço que entra de fato para o rol dos melhores filmes da franquia.
Passaram-se oito anos desde que Batman desapareceu na noite, e naquele instante passou de herói a vilão. Ao assumir a culpa pela morte do promotor Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo o que era importante para ele, e agora sofre uma perseguição liderada por seu amigo Comissário Gordon. Agora, ele terá de lidar com a chegada um ladrão muito esperto e misterioso. Muito mais perigoso, no entanto, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado, cujo plano é tirar Bruce desse exílio auto-imposto.[SINOPSE]
“Batman”, no final dos anos 80, foi um marco por re-introduzir de forma vitoriosa o tema “super-herói” (que era praticamente inexistente) na pauta do cinema. Os dois primeiros filmes desta quadilogia foram dirigidos por Tim Burton e com Michael Keaton como Batman e foram um grande sucesso. Daí entrou em cena o diretor Joel Schumacher que fez um terceiro filme irregular e um quarto filme desastroso que quase sepultou completamente a franquia.
Então, oito anos depois do defenestrado “Batman & Robin”, a Warner Bros e a DC Comics resolveram não apenas fazer o reboot da franquia mas fazê-lo de forma corajosa e grandiosa. Assim foi criado uma franquia de super-heróis sóbria, dark e realista (apesar do óbvio escapismo), feito não apenas para adolescentes ou fãs de quadrinhos. Planejaram e executaram para que fossem feitos três filmes com um mesmo diretor (Christopher Nolan) e o mesmo Batman (Christian Bale), mas Nolan foi além, pensou nos três filmes como três atos de uma mesma história, todos com seus ciclos bem definidos. Dito isso, é complicado e infrutífero ficar comparando qual o melhor ou pior entre os três, pois os três são excelentes.
O público elege o segundo filme (O Cavaleiro das Trevas) como o “melhor” da trilogia não apenas pelo magistral Coringa interpretado por Heath Ledger, mas (de forma inconsciente) justamente por ser o segundo da trilogia, pois o primeiro filme (Batman Begins) tem a obrigatória tarefa de apresentar os personagens e este terceiro (O Cavaleiro das Trevas Ressurge) tem a obrigação de fechar o ciclo para uns personagens (e quem sabe abrir um universo para outros). E assim o segundo filme, que não precisava fazer nem uma coisa nem outra, teve um espaço generoso para o Coringa, uma maior participação do morcego mascarado e também foi direto ao assunto, leia-se, ação.
O filme em si tem como novidade o vilão Bane (Tom Hardy), que usa uma máscara que cobre praticamente todo o rosto, mas se impõe de forma amedrontadora pela sua presença física (através de truques, pois o ator é baixinho), de seu olhar e, principalmente, por sua voz a la Darth Vader. Além disso, tem uma mente menos anárquica que o Coringa mas muito mais perversa. Há também a inserção de novos personagens como a sensual ladra Selina Kyle (Anne Hathaway) que é a Mulher-Gato (apesar que nunca ser assim citada no filme), e do jovem e virtuoso policial Blake (Joseph Gordon-Levitt), um ex-orfão criado num orfanato do grupo Wayne que cria uma empatia especial com Bruce. O grande ponto dramático do filme é a relação pai-filho entre Bruce e Alfred (Michael Caine), que pode render algumas lágrimas aos mais sensíveis.
O filme ainda guarda outros bons truques e falar mais do que isso é correr o sério risco de contar algum spoiler, entregar os segredos do filme. Basta dizer que o filme mantém o ritmo e qualidade dos seus antecessores e fecha o ciclo Nolan/Bale com chave de ouro. Um excelente divertimento proporcionado por um filme que foi tratado como uma jóia por todos seus realizadores. Clap, clap, clap!
Um atirador mascarado matou 14 pessoas e feriu ao menos 50 nos Estados Unidos, dentro de uma sala de cinema lotada em um subúrbio da cidade de Denver, no estado do Colorado, nesta sexta-feira (20), durante a estreia do aguardado novo filme do Batman "Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge". [Globo.com]
* É realmente uma pena este massacre estar associado ao filme "Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge", terceiro episódio do Batman de Christopher Nolan com o ator Christian Bale. A motivação do atirador nada tem a ver especificamente com o personagem do Batman, que foi escolhido apenas por seu forte apelo popular. Podia ter sido "Os Vingadores", "O Espetacular Homem-Aranha" ou mesmo "Valente", uma animação da Disney/Pixar. Como previsto, está atrapalhando bastante a trajetoria do filme pois já teve adiada sua pré-estréia mundial em Paris e o primeiro final de semana nas bilheterias foi bom mas muito aquém do esperado.
* O filme "Caça aos Gângsteres" (Sean Penn, Josh Brolin, Emma Stone, Ryan Gosling) da Warner Bros terá uma cena (também um massacre num cinema lotado) suprimida do filme em respeito as vitimas de Aurora. Outra cena será feita como reposição.
* Outro caso famoso de um filme ligado a um crime aconteceu em 1981 quando John Hinckley Jr. fez uma de tentativa de assassinato ao presidente Ronald Reagan como forma de impressionar a atriz Jodie Foster, imitantando assim o personagem Travis Brickle em "Taxi Driver".
* Aqui no Brasil tivemos um caso semelhante a este de Aurora. Um jovem estudante (baiano!) de medicina, Mateus da Costa Meira, que depois descobriu-se sofrer de esquizofrênia, disparou tiros com sua submetralhadora e matou três pessoas, além de ferir outras quatro. Aconteceu em numa sala de cinema do Morumbi Shopping em 1999 durante uma exibição do filme "O Clube da Luta" de David Fincher com Edward Norton e Brad Pitt.
Nesta sexta-feira (13/7) será inaugurado o complexo de cinema do novo Shopping Bela Vista, em Salvador-BA, que terá nove salas, dentre elas a 4DX, em que o expectador, além dos conhecidos efeitos visuais do 3D, agora também terá outros efeitos, digamos, sensoriais. Água espirrando, poltronas chacoalhando e outros tipos de interatividade conectados ao contexto do filme que está sendo exibido.
Estive numa destas salas pela primeira vez em 1998, na atração “Querida, Encolhi a Platéia” (derivação do filme “Querida Encolhi as Crianças”) no parque temático “Animal Kingdom”, do complexo Disney. Foi uma experiência muito legal. Quando o cachorro do filme espirrava, um jato d’água era disparado contra os espectadores. Quando ratos invadiam o laboratório do cientista, sentíamos eles esbarrando em nossos tornozelos. E por aí se seguia. Muito legal mesmo, mas a atração durava apenas 10 minutos, e não uma hora e quarenta minutos (ema média) de um filme. Acho que vai cansar.
Outro fator que pode afugentar o público é o preço. Ainda não foi divulgado quanto a atração custará aqui em Salvador, mas custa em torno de R$ 60,00 em São Paulo.
Enfim, acho válido como novidade, a criançada deve adorar, mas não acho que se torne uma prática comum assistir filmes nesse formato.
ps. Fico verdadeiramente feliz e animado com o fato de Salvador receber 2 modernos complexos de cinema (Shopping Bela Vista e o novo Shopping Barra) em menos de 6 meses. Serão mais 17 salas !
Nesta nova saga, Scrat desencadeia um evento cataclísmico. Sid, Manny e Diego são empurrados para alto-mar e terão de lidar com perigos que jamais puderam imaginar que existiam, como um bando de piratas de quinta categoria. Sob muita adrenalina, os heróis terão de passar por cima deles e achar o caminho de volta para casa. [SINOPSE]
Sabe quando você entra num restaurante e garçom lhe pergunta o que você vai querer e você responde “O de sempre” ? Ou melhor, quando ele nem pergunta, pois já sabe a resposta ? “A Era do Gelo 4″ é assim. Desde o primeiro filme o enredo já se baseava em fiapos de estória e inserções desconectadas do ótimo esquilo Scrat. Desde então as continuações tem repetido a mesmíssima fórmula, apenas inserindo cada vez mais personagens (para vender bonecos) e escolhendo o desastre natural do momento, no caso, a formação dos continentes. Desta vez o Brasileiro Carlos Saldanha (Rio) não é o diretor, mas continua na produção.
Costumo a dizer que as férias de meio de ano são muito cruéis com as crianças, pois os pais continuam no seu ritmo de normal trabalho (entenda-se normal como “o de sempre”) e os filhos passam tediosos dias em casa, sem ter muito o que fazer. A ida ao cinema é um sopro de oportunidade para eles. Por isso, nem importa tanto a qualidade do filme, o que importa é que seja segmentado para eles. E assim que acontecem produtos como esse “A Era do Gelo 4″. É aquele tipico filme infantil meio insosso e inofensivo, que nem os pequeninhos vão morrer de amores, nem os pais vão morrer de tédio, parece que foi feito apenas para consumirmos o McLanche Feliz na saída e assim ganharmos os bonequinhos do filme.
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