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Alice no País das Maravilhas - 2010
Alice in Wonderland - 2010 (EUA/2010)
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Não sei se como Alice sou capaz de imaginar seis coisas impossíveis antes do café da manhã, mas antes de conferir “Alice no País das Maravilhas” imaginava ao menos uma: é impossível que Tim Burton realize uma adaptação que não seja pelo menos ótima! Já durante os créditos finais do filme, no entanto, vi que estava equivocado. Enquanto acompanhava a péssima música-tema de Avril Lavigne (sério!), a minha única vontade era, como a Rainha Vermelha (melhor personagem do filme), apontar para Tim Burton e dizer: “corte-lhe a cabeça”. É difícil acreditar que o brilhante e exótico cineasta não conseguiu nos entregar uma adaptação brilhante da fábula de Lewis Carroll. Contra todas as expectativas de seus fãs, Burton realizou apenas mais um “filme Disney”, como prova a presença da ícone teen na trilha sonora.
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As Melhores Coisas do Mundo
As Melhores Coisas do Mundo (Brasil/2010)
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Novo filme de Laís Bodanzky (dos ótimos “Bicho de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade”), “As Melhores Coisas do Mundo” já de cara introduz na mente do espectador uma expectativa que, em tese, não poderia ser superada: descobrir quais são ou em que estão as melhores coisas do mundo. O talento da diretora e do roteirista Luiz Bolognesi, no entanto, nos leva a observar brevemente estas. As melhores coisas do mundo não estão na inocência ou no conhecimento pleno, mas sim no amadurecimento. Assim, não há fase melhor para retratar do que a adolescência.
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Ilha do Medo
Shutter Island (EUA/2009)
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Lançado em 1999, “O Último Portal” marcava o retorno de Roman Polanski ao universo do suspense/terror diabólico que o consagrou em “O Bebê de Rosemary”. Lançado cheio de pompa e com a presença do astro em ascensão Johnny Depp, o longa foi um fracasso retumbante, arrecadando apenas US$ 18 milhões nos cinemas norte-americanos – diante de um orçamento de US$ 38 milhões. Apesar de ter tido um destino diferente nas bilheterias (onde já arrecadou mais de US$ 130 milhões), “Ilha do Medo” representa para a carreira de Martin Scorsese o que “The Ninth Gate” (no original) representou para a de Polanski, ou seja, um gol contra.
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